segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Conto: O caso do serial killer

Toquei seu rosto com ternura. Minhas mãos deslizaram suavemente pela pele branca e macia como um pêssego maduro recém colhido. Os olhos fechados davam ao rosto cândido uma expressão angelical. Mas, ela estava morta, devia ter acontecido a poucos minutos. Aquele rosto tão sereno imprimiu em minha mente, como se fosse um ferro em brasa, as feições daquela jovem. Afinal, quem poderia ter feito aquilo com ela?

Segundo as opiniões iniciais dos legistas, a morte tinha sido rápida. Um corte profundo e amplo havia praticamente degolado a moça. A lâmina havia cortado vários vasos importantes e a inconsciência veio rápida seguida da morte. Além disso, tinha sido drogada. Os outros ferimentos, principalmente o maior deles, foram feitos em seus momentos finais de vida. Poderíamos dizer que no próprio limiar da morte.

Em seu peito, a enorme fenda por onde haviam retirado seu coração, causava espanto em todos que tinham acesso àquela cena dantesca. Ninguém podia encontrar um motivo para aquela selvageria. Mas, esta semana já era a quarta vítima. Todas com o mesmo perfil. Mulheres jovens, bonitas, com o rosto de meninas. Sem antecedentes, sem histórico de uso de drogas, de famílias estruturadas e normais. E, o mais importante, sem nenhuma ligação entre si ou seus parentes. Um beco sem saída total.

Pelo próprio estado dos cadáveres, éramos levados a crer que se tratava de um “Serial Killer”. Mais um maluco querendo aparecer numa cidade de loucos. Mas algo estava diferente. Muitos desses doidos cometem erros e faz da cena do crime uma verdadeira orgia de provas. Mas esse cara não. Era metódico e limpo. Diria até que obsessivo. Tínhamos que apanhá-lo logo, antes que matasse mais. Todos estávamos empenhados no caso, policiais de várias delegacias e até de cidades diferentes uniram-se para achar o louco. Mas, apesar de todos os esforços, fracassamos.

Deprimido e meio bêbado, procurei uma das inúmeras igrejas perto do parquepara meditar. Sei lá, não era muito religioso nem acreditava em Deus. Quando se vive no meio em que vivo e se vê o que vejo todo dia, tem-se a certeza que Deus não pode existir.

Já era bem tarde, passavam das três da manhã, e a igreja da matriz estava vazia. As portas destrancadas davam livre acesso aos pobres e mendigos do local para que se protegessem do relento. Era estranho estar vazia naquele dia.

Sentei-me bem lá atrás. Sabia que não devia ter bebido tanto, mas aquele caso me tirava do sério. Nenhuma pista; nenhuma denúncia; nada. Isso não era bom. Logo outra menina seria assassinada e nós veríamos novamente aquelas cenas revoltantes.

Estava perdido em meus pensamentos alcoólicos, quando percebi um barulho vindo da sacristia da igreja. Era mais como um murmúrio repetido, uma oração. Aproximei-me cambaleante, e dei uma expiada pela fresta da porta. Não via nada, mas os murmúrios agora eram sons perfeitamente audíveis. Porém, não conseguia entender nada. Entrei na sacristia e percebi, no fundo do cômodo, uma escada que levava a um subterrâneo; talvez um porão ou coisa que o valha.

Silenciosamente desci as escadas e esperava, zombeteiramente, dar um flagrante no padre. Provavelmente fazia uma orgia com as beatas. Quase me denunciei soltando uma gargalhada, mas consegui me conter.

Cheguei ao fim da escada e empurrei devagarzinho a pesada porta. Não era bem um quartinho; era mais um salão enorme; alto, com colunas adornadas estranhamente que seguravam o teto acima de nós. Continuei caminhando, seguindo os murmúrios e gemidos e o bruxulear das luzes. Quando pude ver o que faziam fiquei estarrecido. Era uma festa.

Vários homens agrupavam-se ao redor de um altar, onde mulheres lindíssimas e completamente nuas dançavam e tocavam-se intimamente. A música era o cântico que eu escutara. Era recitada pelos homens num ritmo hipnótico e constante. As mulheres deliravam de gozo sobre o altar e um dos homens aproximava-se delas e derramava sobre seus corpos suados uma mistura estranha parecida com um óleo denso.

Num ápice orgástico, os corpos nus tremeram e se retesaram como se fossem quebrar. Gritos de prazer explodiram de suas bocas como se fossem os sons de trombetas anunciando o paraíso. Ficaram sobre o altar imóveis por um momento, e depois caíram num sono profundo e narcótico.

Neste momento, um dos homens, destacou-se do círculo e empunhando uma faca, desferiu um golpe certeiro no pescoço de uma das mulheres. O sangue jorrou com força sobre as mãos do homem, enquanto os outros se apressavam em banharem-se nele. Assim foi feito com cada uma delas. Sujos e saciados, os homens voltaram-se para o que segurava a faca; na hora pude entender que era seu líder. Ele, com destreza de cirurgião gravou a enorme faca no peito das jovens e arrancou seus corações; colocando-os sobre o altar, elevou-os sobre as cabeças dos que assistiam o ritual e dizendo aquelas palavras que eu não entendia, serviu-os a eles.

O cheiro de sangue dominava a atmosfera e me dava náusea. Aqueles homens malditos eram os responsáveis pelas mortes das jovens. Tonto e enjoado, vomitei me preocupando em não fazer barulho, enquanto eles comiam os corações e entoavam seus cânticos infernais.

Que tribo dos infernos era aquela? E como eles haviam invadido a igreja? Será que o pároco estava bem? Ou já estaria morto? As perguntas, o fedor insuportável e a adrenalina, já haviam me trazido de volta da bebedeira. Procurava respostas, quando o homem com a faca gritou mais algumas palavras naquela língua estranha e, num movimento rápido, descobriu sua cabeça.

fonte: http://contosancestrais.visaopanoramica.com

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Filme: Diversão Macabra

diversao-macabra-capa.jpg (350×494)

Sinopse: Um thriller tenso e sombrio que gira em torno de uma mulher traumatizada, questionada por um policial e um psiquiatra a respeito de três diferentes histórias – envolvendo um palhaço, um hotel e um comboio – que aconteceram a ela e mais duas amigas de infância. Os motivos são obscuros. Tudo que ela sabe é que o responsável por este plano, uma espécie de serial killer, deve conhecer seu passado. E que seus piores pesadelos acabam de se tornar uma aterrorizante realidade.


Duração:100 min
Tamanho:276 MB
Resolução:608X336
Frame Rate:23 fps
Formato:DVDRip
Qualidade de Audio:10
Qualidade de Vídeo:10
Codec do Vídeo:Real Vídeo
Codec do Áudio:Real Áudio
Idioma:Português



Download: Megaupload


Opinião: Para quem gosta de filme de psicopatas esse é muito bom. A história de um menino que era zombado por três meninas por ter o gosto incomum de torturar e matar animais, logo ele vai querer se vingar disso. A risada dele vai fica na sua mente!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Casos de Catalepsia

O que é Catalepsia?
É um distúrbio que impede o doente de se movimentar, apesar de continuarem funcionando os sentidos e as funções vitais (só um pouco desaceleradas). A pessoa fica parecendo uma estátua de cera.
Casos
Mary Norah
Mary Norah era uma adolescente de 17 anos em 1871, quando foi declarada morta por causa da cólera. Dez anos depois de sua morte a sepultura foi aberta, pois havia a crença de que o médico poderia ter falsificado o óbito da jovem, uma vez que o mesmo médico havia tentado matar a mãe adotiva da mesma algum tempo antes. Ao abrir as portas do local um assistente encontrou o caixão aberto e metade do esqueleto para fora. Aparentemente Mary acordou de um transe induzido por veneno, ela deve ter forçado a tampa para fora e quando conseguiu desmaiou e bateu a cabeça na estante de alvenaria, causando sua morte definitiva.
Depois de uma cachaçada...
Em 18 de janeiro de 1889 um homem cuja identidade nunca ficou esclarecida dormiu após uma longa bebedeira. Depois de 20 horas de sono os amigos acreditaram que ele estava morto e o sepultaram. Quando um sacristão ouviu batidas vindas da sepultura chamou por ajuda, mas quando ela chegou era tarde. O homem havia feito buracos no caixão para o ar entrar e depois tentou forçar a tampa, quando ela abriu o impacto foi tanto que ele se feriu gravemente na cabeça, morrendo logo em seguida. O caso foi notícia no Daily Telegraph e hoje acreditasse que ele pode ter sido vítima de uma catalepsia causada pelo álcool.
Senhora Blunden
No século XIX já existiam vários mecanismos que supostamente dariam à pessoa enterrada viva a oportunidade de alertar alguém. A senhora Bluden não teve a sorte de contar com um caixão desses em 1896. Ao morrer ela foi colocada no jazigo da família, em uma capela da Inglaterra. Depois do funeral alguns garotos que estavam por perto ouviram um barulho baixo e contaram a uma professora. Ao chegarem no local a tampa do caixão estava aberta e todos testemunharam o último suspiro da pobre senhora. Todos os meios possíveis foram tentados para ressuscitá-la, mas em sua agonia para sair do caixão ela tinha rasgado o rosto na madeira e assim perdeu muito sangue.
Madame Bobin e seu bebê
Em 1901 uma mulher grávida chamada Madame Bobin chegou da África aparentando ter febre amarela. Ela foi transferida para um hospital de tratamento de doenças contagiosas onde acabou “morrendo” e sendo sepultada no cemitério da família. Uma enfermeira contou para os parentes da Madame que ela ainda estava quente e os músculos do abdômen tremiam quando o médico declarou a morte. O pai organizou a exumação do corpo e todos ficaram aterrorizados ao ver que o bebê havia nascido dentro do caixão e morrido por asfixia junto com a mãe.
Salva por Burros
Em novembro de 2009 uma mulher entrou em coma profundo num hospital na Tunísia, os médicos a declaram como morta e rapidamente os parentes organizaram os rituais fúnebres, seguindo a tradição muçulmana. Minutos após o enterro ter acabado dois burros de estimação se aproximaram da cova e ali ficaram batendo os cascos no chão e cheirando a terra. Uma amiga da falecida percebeu algo estranho e foi afugentar os animais, mas quando chegou ao local ela se assustou com gritos vindos do solo. Ela alertou os familiares que chamaram os coveiros para desenterrarem a mulher. Ela sobreviveu e passou duas horas no caixão.
Felisberto Carrasco
Um velhinho de 81 anos acordou no meio de seu próprio velório, para a surpresa de amigos e familiares que choravam sua morte na pequena cidade chilena de Angol. Os familiares de Felisberto Carrasco pensavam que o velhinho estava morto porque o corpo dele estava frio e imóvel. Em vez de chamarem um médico para comprovar a morte, chamaram uma funerária que o levou vestido com sua melhor roupa para o velório. Uma vez retirado do caixão, Felisberto disse que não sentia dor alguma e pediu um copo d'água. As rádios da cidade tiveram que retificar o anúncio da morte, que já havia sido divulgada.
Liang Jinshi
Um chinês sobreviveu após ser enterrado vivo por um erro e ter ficado debaixo da terra por três horas. Os médicos decretaram a morte de Liang Jinshi, um diabético de 40 anos. O corpo de Liang foi enterrado, e três horas depois da cerimônia sua esposa foi ao túmulo, onde, em meio ao silêncio do cemitério, começou a escutar a voz de seu marido. Após avisar os irmãos de Liang, seu corpo foi exumado, e para surpresa e alegria da família, Liang estava vivo. Analistas médicos da província afirmaram que os arranhões no caixão demonstram que Liang permaneceu vivo, em coma, e com respiração, e não descartam que se trate de um caso de catalepsia.


Fonte: http://censodyne.blogspot.com/2010/10/casos-de-catalepsia.html

sábado, 20 de novembro de 2010

Filme + Curiosidade: Gritos Mortais


Sabemos que o criador do Gritos Mortais e Jogos Mortais é fascinado por bonecos. Podemos observar na foto abaixo, em uma cena do Gritos Mortais, mostrando o boneco do Jogos Mortais, veja:

domingo, 14 de novembro de 2010

GONE: The Suicide of GOD

sábado, 6 de novembro de 2010

Conto: A casa na Granja Viana

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Na metade da década de 80 o meu pai comprou uma casa em Cotia, no bairro da Granja Viana. Nós só usávamos a casa nos finais de semana. Era uma casa muito boa com piscina e churrasqueira e quem conhece a Granja Viana sabe que a vizinhança por lá é bem quieta e as ruas são desertas. Era um refúgio da vida urbana de São Paulo. Nós sempre íamos para lá. Mas o tempo passou e a minha família começou a passar por uma pequena crise financeira, e para não ter que vender a casa nós a alugamos. Depois de alguns anos o meu pai deu uma volta por cima na crise que nós estávamos e então paramos de alugar a casa. Mas como fazia muito tempo que não íamos para lá, perdemos o costume e raramente íamos, e depois de algum tempo simplesmente paramos de ir. A casa ficou quase que abandonada.

Opnião: A Órfã

http://www.cinepop.com.br/fotos2/orfa_2.jpg

Realmente a órfã é um filme muito interessante, você descobre coisas durante o filme que realmente te deixa impressionado.
Vale a pena assistir, não posso falar muito do filme porque irá estragar as surpresas.

Para fazer download: http://gritoinfernal.blogspot.com/2010/09/filme-orfa.html